Personagem Eva da EqualWeb segura um portátil com expressão amigável, sobre fundo azul com elementos gráficos.

5 maiores erros de conformidade com as WCAG e como corrigi-los

Tornar o seu site acessível vai além da adoção de uma boa prática, trata-se de uma exigência legal, ética e estratégica para qualquer organização que deseje alcançar um público amplo e diversificado. As Diretrizes de Acessibilidade para Conteúdo Web (WCAG) foram desenvolvidas com o objectivo de garantir que todas as pessoas possam navegar, compreender e interagir com a internet de forma igualitária. Isto inclui pessoas com deficiências visuais, auditivas, motoras e cognitivas, que enfrentam barreiras significativas quando os sites não são desenvolvidos com acessibilidade em mente.

Apesar do aumento da consciencialização quanto à importância da inclusão digital, muitos websites continuam a apresentar falhas que comprometem a experiência do utilizador e podem resultar em exclusão, frustração e, inclusivamente, sanções legais. Para além do impacto social, a ausência de acessibilidade pode afectar negativamente a reputação da marca, afastar potenciais clientes e limitar o alcance dos serviços oferecidos.

Por esse motivo, manter a conformidade com as WCAG vai além de cumprir leis como o Decreto-Lei n.º 82/2022 em Portugal, ou o Ato Europeu da Acessibilidade, trata-se também de um passo essencial para construir uma internet mais democrática e funcional. Investir em acessibilidade é investir em inovação, responsabilidade social e no fortalecimento da presença digital da sua marca.

Neste artigo, vamos explorar as cinco falhas mais comuns identificadas nas diretrizes WCAG e, mais importante, explicar como corrigi-las para que o seu site proporcione uma experiência verdadeiramente acessível a todos os utilizadores. Continue a leitura e descubra!

WCAG. Homem sénior utiliza um portátil, com ícones digitais sobrepostos, ilustrando a importância da acessibilidade e da conformidade com as WCAG no ambiente online.O que são as WCAG?

As WCAG (Web Content Accessibility Guidelines) foram desenvolvidas pelo World Wide Web Consortium (W3C) com o intuito de orientar empresas e organizações na criação de conteúdo digital acessível. Baseiam-se em quatro princípios fundamentais: Perceptível, Operável, Compreensível e Robusto (POUR). As diretrizes estão organizadas em três níveis de conformidade — A, AA e AAA — sendo o nível AA o mínimo recomendado para a maioria dos websites.

Não cumprir com estas diretrizes pode tornar o conteúdo digital inacessível para milhões de utilizadores com deficiências visuais, auditivas, motoras ou cognitivas. Além disso, pode resultar em multas, processos judiciais e prejuízos significativos à imagem institucional da empresa.

WCAG. Homem maduro com ar preocupado e cansado segura um portátil numa mão e esfrega os olhos com a outra, ilustrando os desafios enfrentados na ausência de acessibilidade digital e conformidade com as WCAG.As 5 falhas mais frequentes em relação às WCAG

Tornar um website acessível é essencial para garantir que todas as pessoas possam navegar, compreender e interagir com o conteúdo online. As Diretrizes de Acessibilidade para Conteúdo Web (WCAG) estabelecem normas claras e técnicas para promover uma experiência digital mais justa e inclusiva. Ainda assim, muitos sites continuam a apresentar erros comuns que dificultam ou mesmo impedem o acesso a pessoas com deficiências visuais, motoras ou cognitivas.

A seguir, destacamos as cinco falhas mais recorrentes identificadas em auditorias de acessibilidade digital, que comprometem seriamente a usabilidade e podem excluir uma parte significativa dos utilizadores. Reconhecer e corrigir estes problemas é o primeiro passo para garantir uma navegação mais inclusiva, eficiente e em conformidade com as melhores práticas internacionais.

  • Texto com baixo contraste: Uma das falhas mais comuns está relacionada ao uso de texto com baixo contraste em relação ao fundo. Este erro dificulta consideravelmente a leitura por parte de pessoas com deficiência visual, especialmente com baixa visão. Utilizar, por exemplo, letras cinzentas claras sobre um fundo branco, torna o conteúdo inacessível a uma grande parcela da população.
  • Ausência de texto alternativo em imagens: Quando as imagens não possuem texto alternativo (alt text), criam uma barreira para utilizadores que recorrem a leitores de ecrã. Sem uma descrição adequada, as pessoas com deficiência visual não conseguem compreender o conteúdo visual, perdendo informações importantes e contexto. Adicionar descrições claras e objectivas às imagens é essencial para garantir inclusão.
  • Campos de formulários sem rótulos: Quando os campos de formulários não estão devidamente rotulados, os utilizadores — especialmente os que utilizam tecnologias de apoio — não conseguem perceber o que é solicitado. Isso transforma tarefas simples, como preencher um formulário de contacto ou registar-se numa plataforma, em verdadeiros obstáculos para quem possui limitações visuais ou cognitivas.
  • Links vazios: Links que não apresentam texto visível ou descritivo criam confusão tanto para utilizadores em geral como para tecnologias assistivas. Um link vazio equivale a uma porta sem indicação — ninguém sabe para onde leva. Garantir que todos os links tenham descrições claras melhora a navegação e evita frustrações.
  • Botões sem rótulo: Botões que não possuem indicações claras da sua função impedem o utilizador de compreender a sua utilidade. Um botão com o texto genérico “Enviar”, por exemplo, pode gerar incerteza, ao passo que uma opção como “Submeter candidatura” deixa clara a sua finalidade. Rótulos descritivos são cruciais para garantir a acessibilidade e a usabilidade.

WCAG. Homem com expressão concentrada trabalha num portátil, representando os desafios de conformidade com as diretrizes WCAG em ambientes digitais.Como corrigir as falhas mais frequentes em relação às WCAG?

Para corrigir problemas relacionados ao baixo contraste entre texto e fundo, recomenda-se evitar combinações de cores semelhantes. Use ferramentas de verificação de contraste que ajudem a garantir, pelo menos, a taxa mínima de 4,5:1 para textos normais. Sempre que possível, permita ao utilizador configurar o esquema de cores da interface, o que melhora substancialmente a leitura.

Em relação às imagens, é imprescindível adicionar descrições curtas e objectivas a todas as imagens relevantes, permitindo que leitores de ecrã comuniquem a informação de forma eficaz a pessoas com deficiência visual. Para imagens decorativas, o atributo ALT deve ser deixado em branco, evitando interferências desnecessárias.

Quanto aos formulários, cada campo deve ter um rótulo associado de forma clara, como “Nome completo” ou “Endereço de e-mail”. Estes rótulos devem estar correctamente vinculados aos respectivos campos, garantindo compatibilidade com leitores de ecrã e melhorando a experiência de preenchimento.

No caso dos links, evite utilizar expressões genéricas como “clique aqui”. Prefira frases que indiquem exactamente a acção a realizar, como “Descarregar guia de acessibilidade” ou “Saber mais sobre os nossos serviços”, tornando a navegação mais intuitiva.

Por fim, os botões devem conter textos descritivos que indiquem a sua função. Evite botões com palavras vagas como “Confirmar”. Prefira “Confirmar reserva”, “Submeter formulário” ou “Finalizar compra”. Esta abordagem beneficia todos os utilizadores, em especial aqueles que dependem de tecnologias de apoio.

WCAG. Pessoas com diferentes tons de pele usam telemóveis e tablet, simbolizando diversidade e inclusão no acesso digital.Por que corrigir?

Corrigir falhas de acessibilidade não é apenas uma questão de conformidade com as WCAG — trata-se de um investimento claro na experiência do utilizador, na imagem da marca e na ampliação do seu público. Os benefícios são diversos e, em muitos casos, imediatos. Veja alguns:

  • Maior alcance: Tornar o seu site acessível significa abrir as portas digitais a milhões de pessoas com diferentes tipos de deficiência — visual, auditiva, motora ou cognitiva. Para além de promover inclusão social, esta acção amplia significativamente o alcance do seu conteúdo e dos seus serviços.
  • Melhoria de SEO: A acessibilidade digital anda de mãos dadas com a optimização para motores de busca (SEO). Estruturas bem definidas, textos alternativos e uso correcto de HTML facilitam a leitura por algoritmos, melhorando o posicionamento do site nos resultados de pesquisa.
  • Redução de riscos legais: A legislação portuguesa e europeia exige que entidades públicas e privadas assegurem níveis mínimos de acessibilidade digital. O incumprimento pode resultar em coimas, acções judiciais ou outras sanções. Corrigir falhas é uma forma de proteger juridicamente a sua organização.
  • Melhoria geral da experiência: Websites acessíveis são, regra geral, mais fáceis de utilizar por qualquer pessoa — mesmo para utilizadores sem deficiência. Isto inclui pessoas com ligações lentas, dispositivos móveis ou que navegam em ambientes com ruído ou distrações. A experiência é mais fluida e satisfatória.
  • Imagem institucional positiva: Assumir o compromisso com a acessibilidade digital reforça os valores de responsabilidade social, inclusão e respeito à diversidade. Esta atitude é cada vez mais valorizada por consumidores, investidores e parceiros.

WCAG. Mulher em fato escuro estende a mão para um aperto, segurando um portátil num ambiente corporativo, representando compromisso com acessibilidade digital e conformidade WCAG.A EqualWeb ajuda-o a solucionar os 5 maiores erros de conformidade com as WCAG

A EqualWeb combina tecnologia de ponta baseada em inteligência artificial com uma equipa especializada na gestão contínua da acessibilidade digital. Isto significa que, enquanto a IA actua automaticamente para corrigir barreiras de acessibilidade, a nossa equipa de especialistas acompanha e assegura a conformidade contínua com as WCAG e outras normas legais aplicáveis.

A nossa tecnologia disponibiliza mais de 40 funcionalidades que permitem a personalização da navegação de acordo com as necessidades específicas de cada utilizador. Isso inclui desde a correcção de contrastes insuficientes até a melhoria da leitura por leitores de ecrã, passando pela inclusão de texto alternativo e ajustes de navegação.

Milhares de empresas a nível global confiam na EqualWeb para assegurar o acesso igualitário aos seus websites. Marcas de referência como a Universidade Nova de Lisboa, Parfois, Zara, Pull&Bear, Domino’s, Lefties, CUF e Stradivarius já deram este importante passo rumo a uma presença digital mais inclusiva e alinhada com os princípios da acessibilidade.

Quer seguir o exemplo destas organizações e garantir que o seu site está em conformidade com as WCAG?
Fale com os nossos especialistas e descubra como podemos ajudá-lo a eliminar barreiras digitais e a tornar o seu website acessível a todos.

 

Compartilhe este post